ENGENHEIROS DO HAWAII
Já sem Stein, em 1985, o grupo havia tocado em vários bares na cidade e decidiu se aventurar pelo interior do estado. O repertório tinha algumas canções próprias tocadas próximo ao reggae. A primeira gravação foi para uma coletânea especial da BMG chamada “Rock Grande do Sul” e uma das duas músicas gravadas, “Sopa de Letrinhas”, virou um ‘hit’ na região e a gravadora resolveu lançar um disco só com os Engenheiros do Hawaii.
“Longe Demais das Capitais” foi lançado em 1986, com a música “Toda Forma de Poder”, que entrou na trilha sonora da novela “Hipertensão”. Impulsionado ainda pelas canções “Crônica” e “Sopa de Letrinhas”, o disco saiu das paradas locais e se infiltrou no resto do Brasil. Após o lançamento do disco, o grupo sofreu uma baixa, Marcelo Pitz saiu por motivos pessoais e Augusto Licks entrou no lugar.
A nova formação gravou “A Revolta dos Dândis”, que saiu em 1987, com várias composições de Humberto, que naquela altura assumiu o baixo. Algumas delas citavam Albert Camus e Jean Paul Sartre, o que os rotulou de elitistas. Polêmica de lado, o disco emplacou as canções “Infinita Highway” e “Terra de Gigantes”, mas o grande salto foi dado ao participar de um festival no Maracanãzinho em 1988 e o grupo se apresentou para mais de 20 mil pessoas.
O novo disco chegou no mesmo ano, “Ouça o Que Eu Digo Não Ouça Ninguém”, com a inclusão do teclado. O sucesso do disco trouxe mudanças para o grupo, que se mudou para o Rio de Janeiro. Novas portas se abriram e a banda saiu do Brasil para tocar em Moscou. A preparação foi caprichada, chegaram a estudar russo e traduzir as letras para serem distribuídas em panfletos nos shows.
Após um disco ao vivo, saiu em 1990, “O Papa é Pop”, produzido pelos próprios integrantes. Embalado pelas músicas “Era um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones”, “O Papa é Pop” e “Exército de um Homem Só”, o disco vendeu mais de 350 mil cópias. O resultado de tanta popularidade fez com que eles recebessem um convite para se apresentar no Rock In Rio II. Chegaram até a ser elogiados pelo The New York Times e, pouco depois foi hora de um descanso: Humberto queria acompanhar o nascimento da primeira filha.
“Várias Variáveis” encerrou a trilogia que incluiu “A Revolta dos Dândis” e “Ouça o Que Eu Digo...”. Cada capa tinha uma cor da bandeira do Rio Grande do Sul: amarelo, vermelho e verde.
A volta mostrou também o amadurecimento musical do grupo. O disco trouxe improvisações e ousadia. O seguinte, “Gessinger, Licks & Maltz”, chegou com referências ao rock progressivo inglês e as músicas “Ninguém = Ninguém” e “Parabólica” foram os destaques. Em 1993, o grupo apresentou o repertório no show de abertura para o Nirvana no Hollywood Rock.
Mais ousadia esteve presente na gravação de “Filmes de Guerra, Canções de Amor”, em que teve participação da Orquestra Sinfônica Brasileira. A turnê dessa vez incluiu também os Estados Unidos e o Japão e os problemas começaram a surgir. A briga era entre Humberto e Augusto, este último chegou a registrar o nome da banda, mas depois de muita confusão, Humberto e Carlos ganharam o direito.
O grupo recebeu o reforço de mais três músicos, o sanfoneiro Paolo Casarim e os guitarristas Ricardo Horn e Fernando Deluqui. Foram dois anos longe dos estúdios até que saiu “Simples de Coração” em 1995, que foi gravado em Los Angeles em duas versões, uma em português e outra em inglês. Durante a turnê, Humberto ainda criou outra banda chamada Humberto Gessinger Trio de Rock Instrumental.
Ele lançou um disco com o grupo e logo depois Carlos saiu dos Engenheiros. A nova formação tinha Luciano Granja na guitarra, Adal Fonseca na bateria e Lucio Dorfman no teclado. Com a nova formação, eles gravaram “Minuano”, que trouxe a mistura de regionalismo e tecnologia e “Tchau Radas!”, que marcou a entrada na gravadora Universal.
Gravado ao vivo em 2001 em São Paulo, o disco “10.000 Destinos” chegou às prateleiras naquele ano com versões para “Toda Forma de Poder”, “Rádio Pirata” e “Quando o Carnaval Chegar”. A turnê que se seguiu foi a maior da carreira e incluiu uma participação no Rock In Rio. Logo em seguida, novo remanejamento de integrantes - saíram Luciano e Lucio, entraram Bernardo Fonseca (baixo) e Gláucio Avala (bateria). Humberto voltou, depois de 14 anos, a assumir a guitarra.
O último álbum ganhou uma edição especial com o nome “10.001 Destinos”, com sete novas canções, em 2001 e o grupo lançou mais dois álbuns de estúdio nos anos seguintes, “Surfando Karmas & Dna” (2001) e “Dançando no Campo Minado” (2002). Apesar de não repetir o sucesso do começo da década de 90, os discos trouxeram uma novidade: Carlos Maltz, que esteve afastado do grupo por anos, voltou a compor ao lado de Humberto.
Em 2004 o grupo estava de volta às lojas, com força total, com o lançamento do CD “Acústico MTV”. O disco reuniu os principais sucessos da trajetória musical da banda e contou com grandes participações especiais.
ÁLBUNS DISPONÍVEIS
http://www.4shared.com/dir/2073411/4202e15f/Engenheiros_do_Hawaii.html
Senha: brasilmidia

