quarta-feira, 21 de março de 2007

BLIND GUARDIAN

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Quando se fala em metal épico, climas medievais e refrãos grandiosos, o nome Blind Guardian é quase sempre o primeiro a ser lembrado. Com a união dos amigos Hansi Kürsh (baixo e voz), Andre Olbrich, Markus Siepen (guitarras) e Thomas Stauch (bateria), em Krefeld, Alemanha, em 1895, teve início o Lucifer’s Heritage, primeiro nome do conjunto.

A gravação de duas demo tapes, “Symphonies Of Doom” (1985) e “Battalions Of Fear” (1986), deram a eles uma boa repercussão no underground alemão. Assinam então com a No Remorse Records e mudam o nome do grupo para Blind Guardian. O primeiro álbum, que ganhou o título “Battalions Of Fear”, saiu em 1988 e o som da banda ainda era muito tradicional, sem grandes inovações.

No ano seguinte, “Follow The Blind” trouxe o primeiro grande clássico, a faixa “Valhalla”, que contava com a participação de Kai Hansen, o criador do Helloween. A carreira do Blind, no entanto, começaria a crescer mesmo com o lançamento do terceiro álbum, “Tales From The Twilight World”, de 1990. Composições como “Traveler In Time”, “Welcome To Dying”, “Lost In The Twilight Hall” e “The Last Candle”, essas duas últimas com nova participação de Kai, estavam mais maduras e trabalhadas. O disco foi lançado também no Japão e o artista Andreas Marshall, que faria todas as capas do grupo daqui pra frente, assinou a arte.

O sucesso aumentava a cada disco e, em 1991, o grupo foi contratado pela Virgin Records. Um ano depois, lançavam “Somewhere Far Beyond”, alcançando reconhecimento mundial. O som do quarteto estava ainda mais lapidado e as referências medievais surgiam na canção “The Bard’s Song - In The Forest”, além das clássicas “Time What is Time”, “Jouney Through The Dark” e de mais uma “canja” de Kai Hansen em “The Quest For Tanelorn”.

Após o primeiro registro ao vivo “Tokyo Tales”, em 1993, a banda começa a compor o que seria o álbum mais trabalhado e produzido até então. Eis que, em 1995, surge a obra-prima “Imaginations From The Other Side”. Nesse álbum, o Blind Guardian chega aos extremos. Soam totalmente medievais, como em “A Past And Future Secret”, mais pesados que nunca em “I’m Alive” e somando as duas características em “Mordred’s Song”. Ainda há o hino “The Script For my Requiem”, com um refrão incrível.

Logo no ano seguinte, “Forgotten Tales” é lançado. Esse álbum, apesar de não trazer nenhum material inédito, é imperdível para os fãs. Faixas acústicas, orquestradas, ao vivo e alguns covers compõem o track list. Os alemães entram em estúdio novamente e o próximo álbum com material inédito só sairia em 1998.

O conceitual “Nightfall In The Middle Earth”, baseado no livro “The Silmarillion”, prova que a banda é capaz de levar o ouvinte para dentro da obra do escritor J.R.R. Tolkien, criando climas e atmosferas que se encaixam perfeitamente com o teor do livro. O baixista Oliver Holzwarth foi convidado para a gravação e divulgação desse álbum, na turnê de que passou inclusive pelo Brasil.

Em 2002, o Blind Guardian resolve se aprofundar nas experimentações em estúdio e o resultado é o complexo “A Night at the Opera”. O álbum, apesar de trazer toda a energia e criatividade dos anteriores, exige mais atenção e paciência dos fãs, pois, para gostar do disco, você precisa entendê-lo. E é claro que os admiradores, principalmente os brasileiros, receberam além desse trabalho, toda a banda de braços abertos, para mais uma bem sucedida turnê no país. Desta vez, porém, os alemães tiveram Alex Holzwarth - irmão de Oliver Holzwarth e baterista do Rhapsody - no lugar de Thomas Stauch, que, machucado, não pôde acompanhar o grupo.

Dez anos depois do primeiro registro ao vivo, os alemães lançam o álbum “Live”, gravado durante essa turnê e que traz nada menos do que 22 clássicos da banda. Não se contentando apenas com o trabalho em áudio, o conjunto idealiza seu próprio festival, o “Blind Guardian Festival”, que ocorre em Coburg na Alemanha, em junho de 2003, para coletar o material principal do DVD “Imaginations Through the Looking Glass”, lançado em 2004.

Afastado dos holofotes por alguns meses, em abril de 2005 a banda choca os fãs com a notícia de que Thomen Stauch não fazia mais parte do Blind Guardian. A saída do baterista, que há mais de 20 anos fazia parte da formação que até então permanecia intacta, ocorreu devido a problemas internos, causados por conta de direções musicais e pessoais muito diferentes entre Stauch e o restante do grupo.

No ano seguinte após a baixa, os germânicos anunciam o lançamento de um novo registro de inéditas. Precedido do ‘single’ “Fly”, “A Twist In The Myth” marca a estréia de Frederik Ehmke nas baquetas. Bem sucedido comercialmente, o álbum dá a oportunidade do Blind Guardian realizar novamente mais uma série de apresentações pelo Brasil.

STUDIO ALBUNS

1988_Battalions...

1989_Follow_the_...

1991_Tales_F...

1992_Somewhere...

1995_Imaginations...

1996_The_Forgotten...

1998 - Nighfall In M.Eartk

part1

part2

2002 - Night At The Opera

part1

part2

DEMOS

1985__Symphonies_of_Doom

1986__Battalions_of_Fear

LIVE, SINGLES & EPs

1993__Tokyo_Tales

2003__Live.part1

2003__Live.part2

2004__Imaginations...part1

2004__Imaginations...part2

1995__A_Past_and_Future...

1995__Bright_Eyes

1996__Mr._Sandman

1998__Mirror_Mirror

1999__Don_t_Talk_to...

2001__And_Then_T...

2003__The_Bard_s_S...

2006__Fly

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